<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038</id><updated>2012-01-15T20:07:47.057-08:00</updated><title type='text'>Leonard Cohen afterworld.</title><subtitle type='html'>(so I can sigh enternally).</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-5159432571647169680</id><published>2012-01-15T20:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T20:07:47.066-08:00</updated><title type='text'>plus d'hiver.</title><content type='html'>Copos plásticos de café, clipes de papel, calendários de mesa. Eu achei que eu podia me acostumar com tudo isso. Mas você, você, você não deveria acreditar sempre em mim. Nem em tudo que vê. Objetos ordinários para dias ordinários. O tempo que conseguirmos conter o fluxo, até que seja tarde demais. Cedo demais. Sempre demais. Bonito é como sempre encontramos um jeito de sermos excessivos, um jeito novo de transbordar. Nada nos contém, só o nada nos contém.    &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Eu não posso dizer muito.  &lt;/p&gt;Se você soubesse o que eu sei, talvez você soubesse como agir. &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Ao invés, corremos parados. Ficamos perto, perto, perto como se fosse possível transgredir. De jeito nenhum. Construindo caixas de vidro para guardar nossos segredos visíveis o suficiente. O quanto antes melhor. Eu não me reconheço nos retratos antigos, nem nos antigos cúmplices. Mais ainda me restam os relatos. E os rastros que não encobri. Fecho os olhos. A única coisa relevante sobre o passado é que ele passou (e isso vale para todos nós). &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Eu achei que estava curada. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Sem alívio no fim. Cansados, derrotados e muitas vezes perdidos, mas jamais tranquilos. Então me tragam espadas, que eu quero lutar – como no velho hino que ecoa dentro da minha cabeça. Deve haver algum sentido na fúria. Como um pacto. Eu e um batalhão de fantasmas, insuflados contra moinhos de vento. Terceirizando inimigos imaginários. Chamando de minha essa guerra que desconheço os motivos.  Os sonhos interrompidos por despertadores e toda cólera que couber nos nossos vazios. &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Eu penso em tatuar âncoras, você abre a porta com os copos na mão. Eu demoro a ter foco, me sinto como quem prende o ar e anseia o fim do túnel. Dias amenos, como se fosse possível. Leite e pão. Seu colo morno, onde eu me sinto bem. Precisamos de mais que companhia. Mas não nos faltará nada: eu não deixo ninguém ferir os nossos dias, você garante a nossa eterna flutuação. Não existe metáfora capaz de descrever esse tipo de agonia. Nem o amor.   &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Falta apetite, falta virtude: mas ninguém pode dizer que falta vontade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Vem, não haverá mais inverno. Pelo menos não esse ano, pelo menos enquanto alimentarmos o incêndio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-5159432571647169680?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/5159432571647169680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=5159432571647169680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5159432571647169680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5159432571647169680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2012/01/plus-dhiver.html' title='plus d&apos;hiver.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-7453591026993551215</id><published>2011-11-29T17:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-29T17:09:01.042-08:00</updated><title type='text'>le couple.</title><content type='html'>Existia algum propósito, eu só não entendia qual. Fechava os olhos achando que podia me esconder. Desejava profundamente controlar as horas. E sem refúgio, me entregava aos pensamentos. Na ausência de conhecimentos de física e engenharia, eu gastava horas tentando imaginar como era possível aviões e navios de toneladas flutuarem. Essas coisas me distraiam. Nunca quis, realmente, entender os mecanismos que moviam o mundo. Da dança insustentável de matéria contra matéria, eu nada entendia. Nem queria. O que pesava em mim era etéreo demais para ser mensurado em gramas e quilos. O poder avassalador do nada – e só quem já caminhou na floresta monstruosa do vazio sabe do que estou falando. Enquanto isso, te via fazer planos. Como quem vai, pouco a pouco, construindo um colar. Pérola a pérola. Seus dedos as amontoavam em um  teso fio de náilon. Tão frágil que eu não conseguia pensar em outra coisa, a não ser no momento em que tudo se quebraria. A brutalidade do fio se partindo e o mergulho fúnebre – porém belo – das pérolas contra o chão. Existia algum propósito, talvez você o conhecesse. Talvez tenha entendido desde o primeiro momento, quando nossas mãos ainda eram desconhecidas mas se apertaram com a intimidade de quem sabe o que está fazendo. Caminhamos juntos. Caminhamos juntos desde então. Mesmo sem saber com que propósito. Caminhamos juntos enquanto o metal de  navios e aviões rasgam azuis, determinados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-7453591026993551215?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/7453591026993551215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=7453591026993551215' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/7453591026993551215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/7453591026993551215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/11/le-couple.html' title='le couple.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-228239081078893834</id><published>2011-10-17T18:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T18:19:04.987-07:00</updated><title type='text'>coefficients des marées</title><content type='html'>O tempo deveria melhorar ou piorar tudo de vez, mas ao invés disso é apenas como um elástico cada vez mais esticado. Tensão tão nítida, ostentando suas toneladas, e a falta de certeza de até quando isso pode durar. Insustentável, mas se equilibrando no invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando o perigo não vem, não significa que estamos a salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava de falar de coisas insolúveis e gostava de culpar o zeitgeist. Mas então não somos nada disso, perdidos no começo da manhã. Não existe poesia que defina. Uma série de dúvidas espalhadas em cima dos móveis. Acumuladas, feito poeira. E tanta beleza desperdiçada, dourando aos raios de sol. Eu gostava de acreditar que um pouco de força poderia resolver tudo, mas eu não posso competir com o canto de sereias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O naufrágio é certo, então só me pergunto do depois: vou flutuar ou afundar junto com esse navio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-228239081078893834?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/228239081078893834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=228239081078893834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/228239081078893834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/228239081078893834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/10/coefficients-des-marees.html' title='coefficients des marées'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-378672397209488491</id><published>2011-10-04T20:06:00.001-07:00</published><updated>2011-10-04T20:06:42.329-07:00</updated><title type='text'>no rain.</title><content type='html'>Eu entendo com a complacência de uma mãe, mas não podemos chamar isso de amor incondicional. Eu estendo os braços, ofereço os dois lados da face, abro as pernas e destranco o peito. Não é que queira assim, mas a maneira como as coisas se impõem. O passar dos dias, esse amargo deserto, é ele quem determina. E assistimos à sua dança, como quem tem respeito. E contemplamos o ritual, solenemente. Contando horas. Você é tão esperto, eu posso ver pelo seu sorriso. Você é tão esperto que congela o meu olhar. Eu quero voltar para onde as estações ultrapassam minha pele. Eu queria voltar para mim. Não tenho nada a dizer que você não possa adivinhar. Deveríamos estar entusiasmados. Por que estamos naufragando como se fossemos reféns? Você é tão esperto e eu não construí meu império em poucos dias. Por que estamos devastados como se tudo tivesse se transformado em um grande deserto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, numa renuncia comprometida, eu penso em desistir. Mas por enquanto, terra árida, eu vou esperar a chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-378672397209488491?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/378672397209488491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=378672397209488491' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/378672397209488491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/378672397209488491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/10/no-rain.html' title='no rain.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-2828223430038625259</id><published>2011-10-01T11:33:00.001-07:00</published><updated>2011-10-01T11:33:44.320-07:00</updated><title type='text'>La Relève</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão inconstantemente, percorrendo os dedos pelos mapas do passado, tentando entender onde poderia ter desviado a rota. Assuntos pequenos, fantasmas acorrentados aos tornozelos, e por respeito a todos os que  já foram, deixamos essa leve melancolia invadir a tarde e o peito. É difícil perceber que mesmo depois de tantas batalhas ainda estamos em guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém contará histórias bonitas, ninguém consegue ver o quanto crescemos ao longo desses dias geminados uns aos outros. Uma massa amorfa de sentimentos confusos, desperdiçados ao anoitecer. Como se a vida fosse uma dança histérica e brutal. Tanto sacrifício para se perder em um suspiro, mais por cansaço que por tristeza, estendemos as bandeiras e voltamos para casa famintos e derrotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo eu e continuo perdida, não era esse o pressuposto? E apesar de tanto ter sussurrado calúnias por ai, e ainda há quem me olhe com ternura e ainda há quem acredite no que eu digo. E eu não quero convencer ninguém de que somos apenas fracos e podemos quebrar com o primeiro sopro mais forte. Não existe nunca uma única versão que contemple todos esses fatos. Somos um número tão grande de almas vagando pelo vácuo e procurando desculpas pesadas o suficiente para compensar nossa leveza. E eu não quero mais impedir a flutuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos soltos e não há mistério. Difícil é olhar para dentro e perceber que estamos nos tornando o oposto do planejado. Ao escorrer dos anos, cada vez mais velozes, assistir seus ossos e pele acumularem camadas e camadas de ironia que até encobrem as antigas perguntas, mas não respondem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me disse que nunca aprendo. Eu digo que não foi minha escolha. Ser só é tão desconfortável quanto a vida, mas eu continuo amável por algum motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo esperança em lugar nenhum. Talvez ela esteja tatuada em minhas pálpebras. Sonho com ela de olhos fechados. Fico arrasada no início do dia. Eu sou dessas pessoas que aprende a conviver com tudo. Fico calada. Eu nasci má, mas embrulhada em papel de presente, e resisto por pura perversidade. Existe muita culpa por trás de tudo isso, muita coisa que nunca vamos conseguir lavar de nossas memórias. Depois de todo esse tempo eu não consigo mais lembrar quando comecei a me entregar aos pensamentos mais que ao que posso tocar e de onde vem todo meu empenho para esconder dos outros o que realmente me habita. Fico calada. Mas eu continuo amável, por algum motivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-2828223430038625259?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/2828223430038625259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=2828223430038625259' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/2828223430038625259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/2828223430038625259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/10/la-releve.html' title='La Relève'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-2301173392779400094</id><published>2011-09-18T22:52:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T22:55:01.425-07:00</updated><title type='text'>3h.</title><content type='html'>adorável entrega, sem dormir, flutuando. diante de nenhuma expectativa, só essa maravilhosa dormência, lado a lado, no vazio. a janela entreaberta e lá fora o mundo todo, em silêncio, respeita. a despeito das horas que passam, ou do dia que vem, aqui dentro se faz infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um sopro de ar morno, lentamente&lt;br /&gt;e as mãos&lt;br /&gt;segurando a noite&lt;br /&gt;por um fio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-2301173392779400094?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/2301173392779400094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=2301173392779400094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/2301173392779400094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/2301173392779400094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/09/3h.html' title='3h.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-8543643781449934707</id><published>2011-09-05T23:05:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T23:07:49.313-07:00</updated><title type='text'>fin août</title><content type='html'>Tinha um pouco essa história do esforço: eu não queria mover nenhum milímetro, então ficava parada e normalmente bastava. Quando não, criava mitologias inteiras para explicar – para ninguém – que não valia mesmo a pena. E não valia. Nunca valia. Então não vejo mal nenhum em gostar dessa sensação de falsa deriva, como quem flutua em uma grande piscina. Os movimentos todos lentos, subaquáticos, graves. Septembre, en attendant. Depois, nem sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-8543643781449934707?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/8543643781449934707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=8543643781449934707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/8543643781449934707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/8543643781449934707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/09/fin-aout.html' title='fin août'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-89452467296400722</id><published>2011-09-04T23:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T23:13:09.048-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Chegou como uma faca lançada por um atirador de circo. Depois a tarde ficou lenta, já não cabia mais aos ponteiros contar o quanto. Uma preguiça amena, vontade unilateral de puxar pela mão e dizer: vem. De imaginar com a dedicação de quem tem nenhuma pressa. Não poder ainda prever. Um frio. Começos são sempre obscuros, gota pingando atrás de gota, esperando para transbordar. E por que entrelaçar os fios? Por que baixar a guarda, abrir a porta, permitir? Um punhado de noites sem sonhos, cheias só de silêncio. A paciência da tela virgem que espera qualquer cor.   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-89452467296400722?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/89452467296400722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=89452467296400722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/89452467296400722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/89452467296400722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/09/chegou-como-uma-faca-lancada-por-um.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-5126136858299091064</id><published>2011-06-25T15:30:00.001-07:00</published><updated>2011-06-25T15:31:51.730-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um quarto de hora a menos, um pouco menos de luz no céu, e talvez eu não tivesse ido tão longe. Faltou crer no obscuro. E nesses exercícios de empatia, tantas palavras jogadas fora, tanta energia desperdiçada, repetindo os mesmos erros de Teseu. Um letreiro de neon piscando em cores dramáticas: não! E ainda assim, o esforço de quem empurra montanhas. Duas, três delas. Habitadas por gigantes adormecidos e monstros alienígenas. Estupidez, da mais sincera. Estupidez, ainda que festiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-5126136858299091064?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/5126136858299091064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=5126136858299091064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5126136858299091064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5126136858299091064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/06/um-quarto-de-hora-menos-um-pouco-menos.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-7718106517731818856</id><published>2011-04-25T21:17:00.001-07:00</published><updated>2011-04-25T21:19:03.842-07:00</updated><title type='text'>doze.</title><content type='html'>Quase onze da manhã. Sol amargo, começo de fome, corpo rígido na ponta do sofá. Você sorrindo mais com os dentes que com os olhos e eu tão treinada para essas coisas que nem querendo – e eu não queria – poderia ser diferente. Passa, como tudo. Mas não sem deixar feridas. Foram tantos fios de cabelo que eu desperdicei pelo mundo, tanta pele morta, nunca vale a pena. Rasgada. A fome aumentando, subindo pela garganta, uma vontade de correr só pelo movimento, só porque a porta estava fechada e há muito tempo já não desço pela escada de incêndio. A vida morna, muita poeira nos sapatos, suor escorrendo pela testa, e de nada disso eu tenho saudade, a não ser de apoiar as costas no vidro da janela aberta tentando captar algum suspiro. Você sorrindo pelo hábito, se entregando pelos buracos entre os dentes. Perdendo. E eu – que nunca disse que eu era boa pessoa –  mordo a língua,  engulo seco, tento prometer que aguento só mais um pouco. Finjo não amar a fuga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-7718106517731818856?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/7718106517731818856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=7718106517731818856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/7718106517731818856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/7718106517731818856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2011/04/doze.html' title='doze.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-9200086475318058572</id><published>2010-11-30T18:55:00.001-08:00</published><updated>2010-11-30T19:11:42.174-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/Users/Mariele/AppData/Local/Temp/msoclip1/02/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */ @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1593833729 1073750107 16 0 415 0;}  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Verdana; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} a:link, span.MsoHyperlink 	{color:blue; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{color:purple; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meninos bonitos me roubam o coração. Eles fazem isso sem crueldade, mas dói como o Diabo. Esbarram comigo despretensiosamente, me mutilam com seus cabelos cor de sol. Meninos bonitos me roubam o coração. Eles não conseguem se conter, eles estão em todas as partes. Eles falam todas as línguas e me arranham os ouvidos. Meninos bonitos me roubam o coração. Eles não me encaram no metrô, não conseguem pronunciar meu nome, eles tem vergonha. Eles esperam em silêncio por qualquer sinal. Meninos bonitos me roubam o coração em tardes de inverno, em manhãs de outono, em escadarias. Eles não sabem de onde eu venho, mas me escutam interessados. Meninos bonitos me roubam o coração. Eles são delicados e sopram flores. Perto deles eu sou selva, perto deles eu sou áspera. Meninos bonitos me roubam o coração, e nem sempre são tão bonitos assim. Eles mergulham no poço negro dos meus olhos, eles se perdem em meus caminhos. São lascivos e carnívoros e me oferecem xícaras de café. Não perguntam do passado, não perguntam nada. Meninos bonitos me roubam o coração até quando estou armada. Enfeitam-me de minúcias e me deixam partir. Eles sabem que não sou morna. Eles sabem que não sou deles. Meninos bonitos me roubam o coração, me enchem de ternura e me mostram como eu posso ser vil. Meninos bonitos me roubam o coração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;12/02/2010 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-9200086475318058572?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/9200086475318058572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=9200086475318058572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/9200086475318058572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/9200086475318058572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2010/11/normal-0-21-meninos-bonitos-me-roubam-o.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-1371789302035910783</id><published>2010-07-03T22:38:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T22:39:24.537-07:00</updated><title type='text'>Valsa.</title><content type='html'>Eram em noites como essa que eu costumava naufragar. Ia caindo como a chuva, me arrastando rua abaixo, lambendo o asfalto com tanta devoção que até parecia poema. Ou castigo. Noites úmidas gotejadas de postes amarelados, ecos distantes, cães uivando para lua. Onde eu sempre morei existem apenas duas estações: em uma chove, na outra não. E eu estava tão sinceramente acostumada a essa realidade que nunca questionei nada. Mergulhava na sarjeta junto com a água suja, lavava a cidade, morria longe dos olhos alheios. Eram em noites como essa que eu me abrigava na vertigem. E me debruçava na borda do abismo, simulava a queda. Eu costumava ser mais sombria e gelada que a própria noite, e isso me servia bem, sóbrio vestido de festa. Em algum momento, acabou. Cheguei tarde demais. Me perdi pelo caminho e só depois entendi que o caminho era mesmo melhor que o destino final. E agora me sinto sem chão e tão confortável, como quem já esperava pelo limbo. Tenho os olhos mais pesados que de costume, mas a melancolia já não me cai bem. Estou velha, estou fraca e estou apenas no começo. Ando em círculos. Traio a mim mesma com tanta sagacidade que não sei mais de qual lado estou. Já antecipei a derrota, me dei por vencida e depois fui a vencedora tantas vezes que perdi a credibilidade. Deixei de acreditar em tudo que sinto e sinto que esse é o primeiro passo para deixar de sentir. E penso constantemente na minha insignificância e em maneiras mirabolantes de poetizá-la. Tanto e tão intensamente que acabo me convencendo de que não é miséria o que me cerca, e sim alguma maneira cruel de beleza, como um diamante bruto ou qualquer outra metáfora gasta. Eram em noites como essa que eu procurava calor enquanto os insetos rondavam as lâmpadas. O barulho das gotas contra o zinco costumava ser familiar. Os carros cortando as ruas, o cheiro de molhado. Em noites como essa eu transbordava, ardia, queimava. Escorria sutilmente pelo ralo do banheiro. Eu era. Noites tão cruas, feitas de tijolos e ilusão. Eu ia me embaralhando em pensamentos escuros, tecendo lentamente sonhos embaçados pela covardia. Ainda assim, eu sonhava. Hoje só cravo as unhas na palma da mão, porque tenho raiva. E já não quero ser nada além do nada. Não me alimento mais de abstração. Não seguro mais faca afiada, mas também não afago carne alheia: apago a luz antes de dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-1371789302035910783?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/1371789302035910783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=1371789302035910783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1371789302035910783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1371789302035910783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2010/07/valsa.html' title='Valsa.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-8532487156719538497</id><published>2010-05-19T18:58:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T19:03:01.449-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/Users/Mariele/AppData/Local/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Explícita demais. Cambaleando feito bêbado no caminho que eu mesma desenhei, arduamente, cortando montanhas com faca de manteiga. E rindo das próprias escolhas, como alguém que não crê mais no Diabo. Tenho oscilado meu tamanho. Perdido o controle até nas pequenas perversões. Subvertendo a lei da gravidade, ando flutuando torta entre pesadelos e lembranças. Já nem sei quando é fantasia. Já nem sei se deveria mesmo me ouvir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;As vezes é trágico, mas só quando há silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Fico olhando através da fumaça: é tão bonito que dói. E dói ainda mais, porque fico cavando abismos dentro da glória que deveria apenas ser, e ser, e ser. Seria mágico se não fosse tão real. Seria real, se não fosse eu esticando os pés, colocando chão onde não existe chão e depois colocando tantas nuvens dentro do estômago.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Estou em estado de graça, a testa encostada no vidro cruel da janela. Lá fora passa mais uma noite. Aqui, o ar pesado esmagando minha cabeça. Noites serenas, onde não existe mais nada além de mim. Eu sou o limite. Eu estou justamente onde eu deveria estar, sou agora a fronteira. Noites estrangeiras. Não quero mais entender linhas imaginárias. Noites cruéis, onde me perco nua na falta de afeto. Eu que quis. Eu ditando as previsões em voz mansa. Eu que quis. Eu maestro, eu marinheiro, eu. Transpondo a rigidez do tempo e compondo de entranhas uma canção. Não é fácil. Eu tão severamente eu, sorrindo sem dentes. Eu que quis, mas queria mesmo era transbordar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Esse anseio de infinito.&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Já entendi: só gosto se for impossível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-8532487156719538497?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/8532487156719538497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=8532487156719538497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/8532487156719538497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/8532487156719538497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2010/05/normal-0-21-explicita-demais.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-1649578131685828494</id><published>2010-02-17T17:47:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T17:48:24.289-08:00</updated><title type='text'>Blues #1</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/Users/Mariele/AppData/Local/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.Cabea, li.Cabea, div.Cabea 	{mso-style-name:*Cabeça; 	mso-style-update:auto; 	margin-top:6.0pt; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:6.0pt; 	margin-left:0cm; 	text-align:justify; 	line-height:150%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	border:none; 	mso-border-bottom-alt:solid windowtext .75pt; 	padding:0cm; 	mso-padding-alt:0cm 0cm 1.0pt 0cm; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Você me deixa enquanto eu canto um blues. Não sei a letra. Mas olho com atenção seus passos curtos e desajeitados enfeitando o corredor de pérolas cruas, anunciando meu futuro bruto, suas roupas amassadas ocupando sacolas de pão. Eu fico olhando sua agonia, em câmera lenta, enquanto me distraio com o isqueiro. Queimando a ponta dos dedos, às vezes, para ter certeza que não é filme. É que não parece real. Nunca me pareceu real. Você me deixa enquanto eu bato palmas, meio sem ritmo, porque eu nunca tive mesmo força no sangue. Talvez eu esteja aplaudindo. Talvez seja só um samba triste que eu trago na memória. Coisas de além-mar. Você nunca saberá. Mas vai descer pelas escadas sem querer olhar pra trás, orgulhosa, enquanto eu te imagino tropeçando nos degraus, confusa. Não é frieza: deixo o sarcasmo para você. As janelas abertas, o tempo cinza-melancólico desse quase inverno, a penumbra do quarto iluminado apenas pelo isqueiro. Você indo. O mundo em volta é preto e branco, é sombra e luz, e é tão sinceramente dualista que suspiro sem forças. O peito cheio de navios, a memória como elefantes. E não, não é frieza, apenas não consigo reagir. Se fosse antes eu talvez implorasse, te segurasse pelos calcanhares e pedisse entre lágrimas para ficar. Como nos grandes dramas. Agora não. Quero apenas respirar em meu canto, cantarolando junto com alguém que já morreu. E te ver saindo pela porta para sempre. E existir secretamente só para mim. O mundo em volta é sim e não. E você é deles. Eu não: sou pedra alada, sou a poeira flutuando, eu sou (de) ninguém. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-1649578131685828494?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/1649578131685828494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=1649578131685828494' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1649578131685828494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1649578131685828494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2010/02/blues-1.html' title='Blues #1'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-1332908907453366489</id><published>2009-07-13T20:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T20:50:06.002-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando com sede, travo essa batalha contra mim mesma, me enroscando em argumentos pirotécnicos para resistir. Sinto a língua crescer como um monstro, alien pervertido brotando do fundo da garganta. Deserto. E os minutos como troféus. Pequenos joguinhos de quase-morrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre existe um problema, então não há perigo em hesitar. Balançar os pés contra as nuvens e fingir que posso andar no céu. Mentir. Não há vergonha em recolher-se, esperar a tempestade passar. Mesmo que sempre chova em cima de minha cabeça. Que a água escorra arrastando o resto de sal do corpo. E que não exista qualquer porto, porque âncora é coisa de quem não entende a sabedoria de nunca atracar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse trezentas chances, trezentas vezes erraria. Só pra não santificar meu nome. Só para sacrificar ainda mais a carne. E só pra ostentar a nenhuma glória de ser um pouquinho mais humana que você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desperdício me abandonar não crua assim, mas eu gosto de extravagâncias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-1332908907453366489?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/1332908907453366489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=1332908907453366489' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1332908907453366489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1332908907453366489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/07/quando-com-sede-travo-essa-batalha.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-715109584327084246</id><published>2009-06-04T19:49:00.001-07:00</published><updated>2009-06-04T19:49:57.162-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>crushed like a bug in the ground.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-715109584327084246?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/715109584327084246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=715109584327084246' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/715109584327084246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/715109584327084246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/06/crushed-like-bug-in-ground.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-5291096105618710831</id><published>2009-05-18T02:45:00.001-07:00</published><updated>2009-05-18T02:45:59.194-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É quase pântano, esse terreno em que dançamos. Mas eu nem quero pensar em perigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-5291096105618710831?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/5291096105618710831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=5291096105618710831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5291096105618710831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5291096105618710831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/05/e-quase-pantano-esse-terreno-em-que.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-1884212071643164138</id><published>2009-05-10T21:38:00.001-07:00</published><updated>2009-05-10T21:38:09.455-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se eu sussurrassar em ouvidos imundos minhas histórias de fim-de-ano-sem-fogos e outras partes incompletas da minha vida, será que elas se vestirão de importância-dourado-cera? Ou se enroscarão nos arabescos das olheras pálidas, descerão úmidas e morrnas como meu hálito pelos tímpanos e morrerão serenas e ocultas nas empoeiradas memórias alheias? Se eu vomitar cata-ventos diante dos outros, será que eles compreenderão que é meu vácuo que não permite brisas internas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não me calo porque gosto de ver olhos castanhos, enormes como dois animaizinhos curiosos, fitando com muita atenção o horizonte, o além ou qualquer objeto ordinário enquanto eu falo muito, muito, muito e sinceramente sobre porra nenhuma. Enquanto eu invoco meus deuses urbanos e entôo canções particulares tão íntimas quanto incompreensíveis, só porque acho prazerosa minha voz vibrando pelo ambiente. Gosto dos dedos autônomos, caminhado por peles e pêlos enquanto eu canto minha música de microcosmo, dos elevadores e escadas sem cor, das ruas sem nome, meus mantras sem lógica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perco mais tempo com poesias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou juntando palavras aleatórias, como quem cata flores em um jardim avesso. Formando monstruosos buquês, contaminados de ervas daninhas e plantas carnívoras, orquídeas comedoras de fetos e duendes perversos. Todas as sílabas embaralhadas, desesperadas, cravando os dentes umas nas outras. Sem espaços para suspiros. E nem ligo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente longe demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-1884212071643164138?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/1884212071643164138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=1884212071643164138' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1884212071643164138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1884212071643164138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/05/se-eu-sussurrassar-em-ouvidos-imundos.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-6322178757584113719</id><published>2009-05-04T19:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T19:30:41.002-07:00</updated><title type='text'>Ono.</title><content type='html'>Ela esticou os braços e depois dobrou, formando ângulos estranhos demais para ossos e carne. Luz amarela na janela, luz amarela ferindo a parede. Tirou os sapatos, não pediu nenhuma bebida, de olhos fechados. Yoko Ono voando em uma vassoura acima de nossas nuvens preferidas. Então disse, lentamente, quase como quem não quer dizer: queria que essa música tivesse 17 minutos. Claro que a gente não ouviu. Luz amarela cobrindo nossos corpos. Queria andar sem roupa na passarela do Iguatemi. Luz amarela rasgando nuvens, Yoko Ono nua na passarela do Iguatemi. Soube que em outubro a dignidade vai pousar elegante em nossos aeroportos, mas eu ando pobre demais para orgias, ainda que saudáveis. Sem saúde, ela ainda mexia os dedos como quem toca trompete imaginário. Os longos e brancos dedos digitando no éter. Queria te ter para sempre. Queria te ter sempre aqui. Yoko Ono pousando nua, sem perder a elegância dos aeroportos de outubro. Ela queria ser mais que uma canção em tons de cinza, ela queria muito mais do que eu tinha para oferecer. É bonito te ver partindo como quem nunca soube de nada. Acho imbecis demais essas tentativas de reaproximação. Depois a gente discute os filmes do Godard, eu nunca liguei pra novelle vague então me deixa dormir. Luz amarela de canções nas reaproximações de Yoko Ono. Fecha a janela, senta, eu nem comecei ainda, falta a palavra mágica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-6322178757584113719?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/6322178757584113719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=6322178757584113719' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/6322178757584113719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/6322178757584113719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/05/ono.html' title='Ono.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-4331286479922168941</id><published>2009-05-03T18:49:00.000-07:00</published><updated>2009-05-03T18:50:09.678-07:00</updated><title type='text'>dessas coisas de vontade, parte 1</title><content type='html'>Creio que já era muito tarde. De qualquer maneira eu nunca tive sorrisos falsos escondidos no guarda-roupa, e isso era potencialmente um problema quando eu era forçada a caminhar entre desconhecidos: tudo tão explícito em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que estava protegida entre meus próprios braços, a cabeça enfiada entre eles e apoiada nos joelhos. É sempre assim. Desde pequena tenho a mania de fingir que estou dormindo quando quero ficar sozinha. Desde pequena acho que sou qualquer coisa menos humana ou demais humana. Desajustada. E fiquei ali, com a cabeça baixa, os olhos fechados, ouvindo. As vozes das pessoas. Como música. Não me dizia nada, mas eu gostava de tocar a melodia com os pensamentos. E gostava especialmente de imaginar como deveria ser embaixo da pele de todas as outras pessoas no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ser extremamente egoísta quando acho que sou o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chove demais ou se me falta alguma coisa, vou querer te escrever um poema. Vou ficar cor de vento, vou querer soprar gelada e úmida perto de você. Fazer arrepios. Vou querer te ligar no meio da noite e perder meus dedos em seus cabelos. Me perder no seu cheiro. Vou querer seus ombros, e talvez o corpo inteiro. E todos os sorrisos, e os seus olhos redondos só pra mim. Vou querer te rodear e te cobrir de coisas que nem eu entendo. E isso é transgressão. E eu não sei se seria perdoada por coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho mesmo é quando lembro de onde eu vim. Fecho os olhos e prendo a respiração, porque é no fundo que dói. Deixo o ar longe de minhas entranhas e lembro que fui eu mesma quem criou as regras. E que agora é preciso decidir se sou jogadora ou juiz. Logo eu, que nunca quis saber de denominações. Logo eu, que só queria ser. E que nasci tão nua, tão nua e tão feita de carne, que constrangia os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca soube seguir regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me lembrei que nem em casa se pode andar nu. As janelas acabam em janelas que escondem olhos curiosos, e abandonar as roupas é sempre exibicionismo – queira você ou não. E todo o mundo é voyeur e guloso, e já não podemos andar nus de corpo nem de alma. Merda. Minha lista de proibições cresce a cada dia. E nessas horas, eu gostaria que fosse verdade quando eu digo: não me importo. Eu sei que você entende todas as minhas palavras, e isso é assustador. Não sinto vergonha. É assustador, como acordar em outra casa e não saber direito como agir. É assustador como banho morno em dias frios: pode até ser bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou confusa. Fico na janela, sentindo-contando gotinhas de chuva e pensando tanto que canso e durmo. Morro todas as noites e chamo isso de sono. A morte é confortável, confortavelmente agradável. Eu só gosto do que me mata aos pouquinhos. E nessas horas, eu gostaria que fosse verdade quando eu digo: eu me importo. Se eu fumasse, acenderia um cigarro agora e não escreveria mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-4331286479922168941?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/4331286479922168941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=4331286479922168941' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/4331286479922168941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/4331286479922168941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/05/dessas-coisas-de-vontade-parte-1.html' title='dessas coisas de vontade, parte 1'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-474372929704271590</id><published>2009-04-23T16:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T16:12:35.291-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O cego no ônibus só sabia cantar Roberto Carlos. Mas minha cabeça estava muito pesada, quase esmagando meu corpo. Talvez por fome, que é ingrata até quando faz uma breve visita. Ou sono. Ou medo de morrer jovem demais para entender os próprios sonhos. Uma e quarenta e três da tarde, Avenida Sete. Hoje eu senti vertigem. Apertei os olhos e os dedos da mão direita. Tinha um anel lá, e ele dizia: é. O cego do ônibus empurrando sua perna contra a minha. Logo eu, que nunca gostei do Greenpeace. Hoje eu senti medo. Não tinha ninguém conhecido, então eu discretamente sorri sozinha - como quem lembra de uma piada muito, muito boa, mas não sabe para quem contar. Todo o mundo embaixo de meus pés. Não era exatamente triste, mas tinha chuva. Muita chuva. E aquela ironiazinha melancólica. A mesma de sempre. Estendam suas bandeiras nas janelas e coloquem a roupa de domingo: eu voltei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-474372929704271590?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/474372929704271590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=474372929704271590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/474372929704271590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/474372929704271590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/04/o-cego-no-onibus-so-sabia-cantar.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-5103444464734592016</id><published>2009-02-09T05:24:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T05:29:56.123-08:00</updated><title type='text'>Manual prático para construção de abismos em 19 dias</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/Users/Mariele/AppData/Local/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.Cabea, li.Cabea, div.Cabea 	{mso-style-name:*Cabeça; 	mso-style-update:auto; 	margin-top:6.0pt; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:6.0pt; 	margin-left:0cm; 	text-align:justify; 	line-height:150%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	border:none; 	mso-border-bottom-alt:solid windowtext .75pt; 	padding:0cm; 	mso-padding-alt:0cm 0cm 1.0pt 0cm; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;*Algumas vezes flutuo em um lago de estrelas. Nua, sem rumo, sem vontades, sem nada. Apenas flutuo. E eu sei que sou além de mim mesma, algo mais. Escondo lá no fundo, onde nem eu posso chegar, alguma coisa maior, e é por isso que ainda respiro: para esperar a pérola que guardo nas entranhas ficar madura. Não pense que acho isso bonito. Odeio quando fico assim, hermética, metafórica, misteriosa, incompreensível. Hoje vou falar como quem morre. Amanhã vou renascer estúpida e oca como uma porta. É assim sempre. Agora começa:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu não posso evitar. Quando ando entre as pessoas, nas noites úmidas, nos bares, nos cantos, até tento disfarçar. Sorrir, falar coisas do cotidiano. Mas no fundo fico é pensando o que enxergam quando olham para mim. Porque estou tão acostumada a viver para dentro que sinto que estou sumindo do mundo físico. Estou sublimando. Um dia desses vou me tornar apenas um contorno fraco. Depois nem isso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você vai soprar e eu vou me desfazer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho falado tão pouco dos meus sentimentos. Tenho sentido muito por tantas coisas, e principalmente tenho sentido muito por nós. Não sei o que fazer com você, então apenas engulo e me calo. Jurei não mover uma palha, mas ainda arde tanto que nem sei se é você mesmo ou se sou eu. Minha cadeia sem grades. Os pensamentos presos, assassinos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[Aqui é necessário parar. Sim, sim, algo tem que ficar muito claro: que eu sou muitas, que algumas de mim andam abrindo as pernas por ai, mas que essa que fala agora não. Sou é fechada. Favor não confundir com a fachada. Esta sorri como noiva em festa de casamento, e não poderia ser diferente. Estou viva.]&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se andássemos juntos, com os pés nus e as mãos acorrentadas, realmente não sei. Parece bonito. Talvez o fim chegasse suave, entre as dobras da pele, perfume amarelado e esquecido entre as páginas de um livro qualquer. Talvez restasse apenas sede, como quando comemos muito do doce e precisamos de muita água depois. Ou talvez não. Não sei dos nossos caminhos. Se pudéssemos ter algum caminho acho que ele seria decorado com flores secas, água esverdeada, árvores retorcidas, areia. Mas não temos nada além do passado ainda morno. E o passado é duro, não aceita enfeites.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O acidente não veio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vamos ser uma contradição, então? Eu e você, presos no infinito. Um contraste e uma negação. O céu seria nosso. Depois eu te daria meu útero de presente. Mas eu sei que você não se interessa por nada disso. Você é das noites com luzes, das pessoas bonitas, dos sorrisos sem alegria. Você é das falsidades por encomenda, da diversão prostituta, dos elogios ocos. E eu que deveria te odiar, apenas respiro. E dói. Minhas noites só são cheias de mim. Minha embriaguez não vem com a avenida decorada de postes: vem com a solidão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não é justo que você invada meu mundo assim, para me abandonar com tantas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tempo está correndo mais rápido do que antes. Eu continuo no mesmo lugar. Tenho as mesmas atitudes, os mesmos medos, os mesmos sonhos abafados nos travesseiros. Ainda acordo no meio da noite para saber se já morri. Ainda continuo viva e com medo de voltar para o sono. Quando durmo – e isso é tão raro – tenho a impressão de que realmente é o fim. Nunca é. Isso me cansa. E eu continuo no mesmo lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fico lembrando que nunca tive um colo para deitar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não posso fazer nada mesmo. Ainda tenho que conviver como resto do mundo. Acordar, engolir cálculos, me espremer no ônibus, me enfiar nos livros. Arranjar desculpas quando não posso explicar – e eu nunca posso. Ouvir que sou pessimista, triste, amarga, azeda, melancólica, depressiva e outros infinitos adjetivos que ganho de quem nada entende. Paciência. Estou acumulando papéis e livros sobre a mesa do quarto. Estou esquecendo as coisas pelos cantos. Estou me esquecendo um pouco para ver se te levo junto. Todos os dias. Para que ninguém perceba que você cravou as unhas no meu peito, e isso me machucou mais do que deveria. Para que ninguém perceba: nem você.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Naquele dia fui embora sem fazer nenhum verso. Sou um amontoado de frases curtas que você não entende. Você não entendeu. Eu não podia gritar. Talvez seja apenas um problema de comunicação. Deveria ter acabado ai.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Continua...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-5103444464734592016?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/5103444464734592016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=5103444464734592016' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5103444464734592016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/5103444464734592016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/02/manual-pratico-para-construcao-de.html' title='Manual prático para construção de abismos em 19 dias'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-1283214208658597329</id><published>2009-02-09T05:23:00.001-08:00</published><updated>2009-02-09T05:23:54.936-08:00</updated><title type='text'>Graça.</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/Users/Mariele/AppData/Local/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.Cabea, li.Cabea, div.Cabea 	{mso-style-name:*Cabeça; 	mso-style-update:auto; 	margin-top:6.0pt; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:6.0pt; 	margin-left:0cm; 	text-align:justify; 	line-height:150%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	border:none; 	mso-border-bottom-alt:solid windowtext .75pt; 	padding:0cm; 	mso-padding-alt:0cm 0cm 1.0pt 0cm; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu estava completamente errada. Quando ele finalmente falou a verdade, a madrugada se fez ainda mais fria. Então eu pensei que o meu sangue fosse fugir pelos meus poros. O mundo rodava, mas ele apenas apagou o cigarro, tão cinematográfico, amassando-o contra o chão com a sola do sapato, como se fosse um cowboy. Mostrou como era mesmo grande clichê, mostrou que eu era mesmo estúpida. Não pude fazer nada. Depois ele foi, e eu fiquei aqui, achando que perdi muito tempo, achando que me falta um pedaço, achando que me falta juízo. Lamentei, não por ele, mas por mim. Lamentei porque agora eu estava partida, e eu sempre soube que cedo ou tarde o mundo acharia uma maneira de me partir.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Faltou noite para acalentar meu choro. Faltou chão para segurar meus pés. Principalmente, faltou coragem para me mover. Fiquei sem nada para acreditar, sem mim. Devorada rapidamente. Digerida. Então manheceu antes da hora, o dia me impondo claridade como uma risada de desprezo, como o olhar pegajoso de quem acha que sabe mais. Já não sei de nada. Só da garganta arranhada, só desse enorme estranhamento de quem não sabe direito como deixou acontecer. Como quem bebe e acorda na cama errada com uma roupa diferente. Como quem perde as chaves e não pode mais voltar para casa. Como quem esquece onde fica a casa, que endereço, nome e números de identificação não fazem sentido quando não se vive mais. Tentando me acostumar com o desconfortável fato de que nenhum herói montado em um cavalo branco irá tentar me salvar. Nunca.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-1283214208658597329?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/1283214208658597329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=1283214208658597329' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1283214208658597329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/1283214208658597329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2009/02/graca.html' title='Graça.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-3843847616655153856</id><published>2008-10-24T11:01:00.001-07:00</published><updated>2008-10-24T11:01:19.721-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu grito seu nome pela janela e você não vem. Vou enfiando dedos e colheres na xícara entupida do ciclo-clichê-aparentemente-infinito que chamo de vida. Caldo escuro, amargo, que eu trago como remédio todas as manhãs. Você não me escuta quando te chamo. Todas as noites. Chamo baixo demais. E mesmo que você pudesse me ouvir, minha voz não seria doce como a dos amantes afetuosos, seria um gemido agudo, um sopro desesperado, prego arranhando seus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me resta esperar a calma.&lt;br /&gt;Por isso me escondo embaixo da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a sétima filha do rei. Não quero cravar minhas unhas na sua pele. Não quero, de modo algum, ter urgência. Mas agora é isso que sinto: fome. Eu te destruiria em uma única mordida, com meus caninos, só para saciar meu egoísmo. Seria tão bom que só de imaginar esfrego minhas mãos e salivo. Mas seria também o fim. Sem a beleza da desconstrução lenta, sem qualquer suspiro de glória. Só a fome cega e urgente de carne, só a vontade insana de te ter dentro do meu ventre. Digerido. Mastigado. E sem depois.&lt;br /&gt;E eu não quero te esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me resta esperar a calma.&lt;br /&gt;Por isso me escondo embaixo de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a lua também sabe ser vazia. A noite pode ser ainda mais profunda e mais escura que o meu café amargo. E quando a lua se for, levando sua influência ambígua, então estarei desarmada. Não existirá mais pressa. Nem fome. Nenhuma angústia costurará minha voz ao seu nome. Vou me esconder embaixo de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-3843847616655153856?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/3843847616655153856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=3843847616655153856' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/3843847616655153856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/3843847616655153856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2008/10/eu-grito-seu-nome-pela-janela-e-voc-no.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-3113213365123242279</id><published>2008-09-03T15:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T15:04:10.753-07:00</updated><title type='text'>almost there.</title><content type='html'>Saudade de quando meus monstros eram imaginários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-3113213365123242279?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/3113213365123242279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=3113213365123242279' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/3113213365123242279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/3113213365123242279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2008/09/almost-there.html' title='almost there.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-7628489100249121532</id><published>2008-06-15T18:40:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T18:43:48.097-07:00</updated><title type='text'>de como o mundo pode ser cruel</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para o pequeno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu lamberia seu corpo inteiro até limpar a sujeira e o sangue e aterra e mesmo que ele estivesse coberto daquela água podre e preta que escorre entre o asfalto e a calçada nos dias de chuva, se isso fosse te salvar. Eu devoraria com devoção qualquer célula cancerígena, qualquer tecido que resolvesse funcionar fora do padrão, qualquer órgão rebelde e degenerado que ameaçasse o perfeito funcionamento do seu organismo, se isso fosse te deixar mais feliz. Eu venderia inclusive meus cabelos e ossos e dentes, pequenos pedaços de minha carne, pele e tudo mais que eu posso chamar de meu se isso acendesse fogueirinhas nos seus olhos pequenos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;Eu tapo meus ouvidos e olhos para tudo onde não cabe você.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque quando estamos sentados na sala ou flutuando em camas que não podem ser nossas, porque quando estamos de mãos dadas em salas de espera ou no estômago dos ônibus, porque quando faz calor demais para pensar, quando está escuro demais para fugir, quando todos estão olhando e não podemos tirar a roupa, quando a miséria sorri e ameaça atirar em nós com armas de fogo, quando não temos dinheiro o suficiente para cantar canções de países que não existem mais, quando a esperança perde a memória, quando respiramos com o mesmo ritmo, quando escorremos entre pára-brisas alheios, quando somos apenas uma parte da multidão, quando Deus não nos aponta com o dedo indicador, ainda assim, somos dois. Comuns e ordinários, entupindo filas como todos os outros que procuram por um emprego. Ainda assim dois. E quando eu fecho os olhos é você que habita o lado negro das minhas pálpebras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;(E já não duvido que será assim sempre). &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-7628489100249121532?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/7628489100249121532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=7628489100249121532' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/7628489100249121532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/7628489100249121532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2008/06/de-como-o-mundo-pode-ser-cruel.html' title='de como o mundo pode ser cruel'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-971752250740622542</id><published>2008-01-12T17:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T17:47:51.766-08:00</updated><title type='text'>Ao outro.</title><content type='html'>Da lama entre os dedos, a pele marcada. Não, eu não espero que você entenda. Dessas noites sem rumo onde eu navego por oceanos de lençóis frios, desses dias sempre brancos, pensamentos enforcados, não, eu não espero que você compreenda nada disso. Nem que chegue pela porta dos fundos anunciando uma tragédia, as lágrimas já soltando dos olhos, a vergonha comprimida no peito e uma naturalidade morna pairando no ar. Nem que seja tão humilde, despetalando-se na palma da minha mão esquerda, flor crua e intrusa que eu nunca semeei. Se for embora entre Março e Maio, se for ficar um pouco mais, eu nem ligo. Que não me diga nenhuma mentira, que não cante comigo em uníssono, eu nem ligo. Eu não posso ser forte, eu não posso me libertar. Não espero que você entenda isso, pegadas que evitei, sopros de vento tangerina, dos meus amigos imaginários assassinados e recosturados na minha alma, da autofagia. Minha violência tão polida, minha áurea intragável, minha essência tímida: tudo isso só pode ser meu e de mais ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-971752250740622542?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/971752250740622542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=971752250740622542' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/971752250740622542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/971752250740622542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2008/01/ao-outro.html' title='Ao outro.'/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6749284407135239038.post-2443622781632655785</id><published>2008-01-12T17:34:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T17:36:12.086-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>so I can sigh enternally.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6749284407135239038-2443622781632655785?l=marielegoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marielegoes.blogspot.com/feeds/2443622781632655785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6749284407135239038&amp;postID=2443622781632655785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/2443622781632655785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6749284407135239038/posts/default/2443622781632655785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marielegoes.blogspot.com/2008/01/so-i-can-sigh-enternally.html' title=''/><author><name>Mariele Góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16285938578691553204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-ICA2b-_YtKk/TjS7g3s5jWI/AAAAAAAAAs8/XDhNsiCvDAk/s220/Foto%2Bcriada%2Bem%2B2011-07-17%2Ba%25CC%2580s%2B15.13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
